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domingo, 27 de novembro de 2011

RESPOSTAS INCERTAS



Não tenho respostas
para tamanho anseio
apenas detenho o medo
que me anuncia
as imensas perguntas
que me beliscam
quando tu e eu
somos o relevo
de imagens inflectidas.

Tenho o olhar triste
fixado no chão
A impaciência esticada
de quem tem pressa
Um sorriso quente
que se transforma em brisa
e se dilui
No céu da boca.

Não tenho respostas
muito menos certezas
apenas lampejos de luz
a anestesiar a memória
um rio cristalino
a nascer por entre as letras
com que descruzo
as linhas mais incertas!

(VÓNY FERREIRA)