
Hoje que fujo de mim
Não questiones nem te abeires
Do meu caminho tão flutuante
Onde escorrego e me deito.
Deixa que me afogue nas lágrimas
Que ardem dentro dos meus olhos
E que imerge triunfante
No cume de um despenhadeiro.
Hoje estou partida ao meio
Metade de mim quer sobreviver
Ser como o girassol em busca de luz
Agarrar-me às asas de uma águia
Para chegar mais perto do sol.
A outra metade quer morrer
Rasgar a pele com uma navalha
Esvair-me no sangue que jorra
Pregar a minha vida numa cruz!
(VÓNY FERREIRA)
2 comentários:
Aqui com um cálice a colher tuas letras tingidas a sangue.
Onde a poesia reconforta e amaina as dores.
Beijos de universo.
Meu caro e sipático Lápis, quem me der ser o seu bico para lhe escrever um poema sentido.
Abraçoooooooooo e obrigada pela visita
Enviar um comentário